The red and white Salgueiro is one of the most popular schools, showcasing African culture like no other

Academicos do Salgueiro was the Grand Champion of the 2009 Parade and a true elite samba school. Its Carnival parades were one of the first to showcase the achievements of the Afro-Brazilians and what really made this school click at Sambadrome, was its outstanding samba dance performers. It has a very popular samba hall, close to the city centre. It is famed since 50 years of existence for presenting some of the most marvelous and sensational “ultra-muses” of the Brazilian Carnival.

Salgueiro samba school during rio carnival parade

History

This samba school had its origin in the Salgueiro slum when everyone came down to parade at slum’s Saens Peña public square and the school as we know it was born from the fusion of two other samba schools. Joaquim Casemiro known as Calça Larga was one of its main people. Its music scene was made richer by men who contributed with original composition for the slum’s samba schools and it was through their songs that Salgueiro became a respected school.

Identity

Salgueiro uses its symbol, the fire in all its parades year after year and its red and white marque colors are associated with Rio de Janeiro’s patron saint, St. Sebastian, and an African-Brazilian deity named Xangô.

Performance

During the 50’s Salgueiro performed well and won over the public, establishing itself in the big league. However, it became a champion for the first time in 1960 with the subsequent decade being a milestone in its history where the school won three titles, presented memorable themes and contributed definitively for changes on samba school parades. The brilliance continued through the 70’s which witnessed a new chapter in affluence and creativity in the Carnival’s samba parades. The 80′s were a tough period for the school but it bounced back to claim victory in 1993. The 21st century saw Salgueiro’s marvelous parades which have left the crowds enchanted.

Play the samba school Acadêmicos do Salgueiro 2014 theme song

Samba Enredo 2016 (Lyrics)

“A ópera dos malandros”

Autores: Diretoria Cultural G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro
Intérpretes: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa

Malandro…
É o tipo que entra faceiro na roda, abre o jogo e fecha com os seus.
É o Rei da Ginga, Rei da Noite, o Barão da Ralé!
Sagaz, invoca os personagens de um Rio lírico, nesta ópera tão pomposa
que só um malandro poderia sonhar.
(Ou tão ordinária que qualquer mendigo poderia pagar).

Malandro…
Vai flanando triunfal por entre deuses e meretrizes, rainhas e monarcas…
Delirantes fidalgos desta magnífica ópera das ruas.
É aquele que faz das calçadas o palco das ilusões.
Atento, não dorme no ponto nem cochila na linha.
E só baixa a guarda quando o sol dá o ar de sua graça.

Malandro…
É o mestre-sala das alcovas.
O bailarino dos salões, o cavaleiro errante dos morros cariocas.
Atua nas madrugadas, caminhando na ponta dos pés, como quem pisa nos corações.
À luz do abajour, ama a todas que quiser.
Das muchachas de Copacabana às mimosas da Praça Tiradentes.

Malandro…
Dono deum jeito manso que é só seu de aparar os dilemas da vida no fio da navalha.
É o sujeito cordial que desfila macio entre dados, cartas e roletas.
É o rei de todos os naipes num carteado de damas, valetes e coringas.
Aquele que, mesmo quando o jogo vira contra, nunca joga a toalha.
Porque é o filho gerado no ventre da sorte, a imperatriz do mundo!

Malandro…
É o pensador dos botequins, filósofo das mesas de bar!
O dono de um mundo que aprendeu a domar.
Poeta, comanda o cortejo na cadência bonita do samba vadio
que o luar lhe emprestou.

Malandro…
Um homem de fé, que fecha o corpo e abre os caminhos ao próprio destino.
Que não foge à luta e que pede a paz!
Entidade saudada em mojibás, laroiês e saravás.
É aquele que entra na gira pra fazer o mundo girar.
Que guia a roda na palma da mão para sua gente ir adiante.
É o dono da rua que vive na alma de cada carioca da gema,
povo que “TRABALHA PACA”!!
Que vai pro batente de todo dia chacoalhando guias e cordões no trem da Central.

Malandro…
Astro maior desta ópera
Que segue rumo ao ato derradeiro.

E quando a luz se apagar…
A orquestra silenciar…
A poeira assentar no chão…
A plateia, de pé, em delírio…
Bate palma e pede bis!
Pois, a cada carnaval, ele renasce no coração de todo bamba.
Afinal, malandro que é malandro nunca sai de cena…
Vira samba!